Autarquia leva estratégia colaborativa para a sustentabilidade ao debate por uma economia circular competitiva
29/04/2026
A vice-presidente da Câmara, Catarina Araújo, levou a estratégia multidisciplinar e colaborativa para a sustentabilidade desenvolvida pelo Município do Porto à conferência “Economia Circular Competitiva”, sob o tema “Conhecer, Inovar e Transformar”. Promovida pela Smart Waste Portugal, a iniciativa reuniu empresas e outros intervenientes para mostrar como a economia circular é hoje um verdadeiro motor de competitividade para a indústria.
O objetivo da estratégia municipal, explicou Catarina Araújo, é “não só mitigar os efeitos das alterações climáticas, mas também promover a qualidade ambiental da cidade e o bem-estar dos seus habitantes”.
A também vereadora do Ambiente e Sustentabilidade sublinha que “o conceito de circularidade ocupa uma posição central”, referindo-se a projetos como o EcoPorto, que promove a reparação e reutilização de eletrodomésticos, mobiliário e computadores, posteriormente “doados a entidades de cariz social, munícipes ou empresas”.
Certa de que “é fundamental educar para a circularidade”, Catarina Araújo acredita que a “mudança de mentalidades constitui um dos maiores desafios da economia circular” e que, nesta equação, “os municípios têm um papel decisivo”.
“Por estarem mais próximos dos cidadãos, das empresas locais e das realidades territoriais, são agentes privilegiados para liderar a transição para um sistema regenerativo”, admite a vice-presidente.
A título de exemplo, a autarca abordou a gestão de resíduos urbanos e referiu os “excelentes resultados” do trabalho feito no Porto, onde “a taxa de reciclagem já ultrapassou os 40%, valor só possível com a adesão dos portuenses à separação de embalagens e com uma recolha eficiente”.
“Uma mudança tão profunda no modo como produzimos, consumimos e gerimos os recursos não se faz sem mobilização social e cívica”
“Introduzir critérios de sustentabilidade na gestão municipal, reduzir o consumo de recursos, evitar o desperdício ou adotar soluções inovadoras para a reciclagem de resíduos são medidas que sinalizam um compromisso [dos municípios] com a circularidade”, enumera Catarina Araújo.
A vice-presidente não tem dúvida da importância de “apoiar iniciativas cidadãs”, assim como de facilitar modelos de negócio sustentáveis. “Uma mudança tão profunda no modo como produzimos, consumimos e gerimos os recursos não se faz sem mobilização social e cívica”, acredita a autarca.
Sublinhando como “a economia circular surge como uma verdadeira necessidade”, Catarina Araújo refere como esta também permite “estimular a inovação, a criação de emprego, o crescimento económico e a melhoria da qualidade de vida”.
“A economia circular representa uma visão de futuro. Um futuro onde a competitividade e a sustentabilidade caminham lado a lado. Um futuro onde o investimento respeita o ambiente e é socialmente responsável. Um futuro onde a rentabilidade económica depende da gestão eficiente e regenerativa dos recursos”, concluiu a vice-presidente.
A iniciativa serviu de oportunidade, também, para a apresentação do TransformEC, um projeto da Smart Waste Portugal para a dinamização da indústria transformadora nacional, promovendo práticas empresariais inovadoras, baseadas na estratégia ESG (ambiental, social e governança) e economia circular.